És mulher coragem, brava marinheira
Mãe da tribo lusa, gente assaz ousada
Não queres saber de que outra maneira
Podes tu amar e ousar ser amada
És branca, mulata, roliça crioula
Abraçaste o mundo com força em teu peito
Melancólico fado que em nós entoa
Lá longe orgulhosos cantamos teus feitos
Por terras distantes e moiras paragens
Entoou o vento o teu nobre canto
Por mares revoltos levaste a mensagem
De ancestrais avós herdaste o encanto
Em duro granito do meu solo pátrio
Vou esculpir teu nome com fino cinzel
Choram guitarras e o teu povo sábio
É orgulho o que sentem, lá vai teu batel
Eu grito teu nome, eu te proclamo
Minha Pátria bela, cântico de musa
É a ti que eu quero, é a ti que eu amo
É em ti que eu repouso minha alma lusa
Carlos Borges
