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De onde vieste ?
Quem te mandou ?
Porque vieste ?
Que feliz estou
Quem és tu ?
Verdade, mentira , sonho fugaz ?
Serás um engano, um anjo da guarda?
Não sei responder mas tanto me faz
És tú, és o que és
Eu sonhei-te assim e assim te quero
Vivo o sonho doce, estou a teus pés
Ás vezes perdido num cruel desespero
Contigo partilho o que sou
Apresento-me ao mundo como cheguei
Despido, sincero, digo - aqui estou!
Sou o que sou, não o que serei
Chega o ocáso já a noite vem
Oiço o vento norte anunciando a partida
Sinto um frio gélido, não quero ninguém
Abrigo-me no manto de memórias perdidas
Sei que logo à noite o tormento virá
Embriagado em memórias viajo até ti
Não sei quem te tem , o que te dirá
Crua é a saudade da paz que vivi
É chegada a hora de um final adiado
Vence o destino a batalha final
O aço da espada de gume afiado
No calor da luta o golpe é brutal
Jazo na campo inerte, ferido
Ganhou o destino, sucumbo, é o fim
Cerro agora os olhos e sonho contigo
Afagas-me o cabelo, sorris para mim
Lá longe onde estás ouves o clamor
A voz delirante que por ti reclama
São ecos distantes de poemas de amor
Que em agonia minha alma declama
E quando numa fresca manhã de Abril
Uma brisa suave percorrer tua pele
Não temas, sou eu que num sopro gentil
Beijo o teu corpo com gosto de mel
Carlos Borges
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Asas
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Abro as asas ao vento
Asas do desejo vôo para ti
Sinto a humidade quente do teu beijo
Guerra e paz, inquietude, desejo
Vôo contigo para longe
Atravesso desertos rios e mares
Enfrento tempestades, maldades, o mundo
Mas em ti repouso num sono profundo
Sonho com mares bravos, revoltos
O azul profundo, vertiginoso, abissal
Aventuras milenares, herois e vilões
Odisseias de encantar,odes, harpas e belas canções
Sou herói, personagem principal
Destemido guerreiro monto meu alazão
Travo batalhas luto contra mim
Sei que já cansado voltarei a ti e chegará o fim
Sou fraco, cobarde,actor secundário
Transporto comigo as penas do mundo
Temo inseguro o que virá depois
Tu és porto de abrigo e o mundo é a dois
O sonho acaba enfim acordo
O sol do fim da tarde beija os meus olhos
Vejo o castanho terno dos teus
E sei que o belo é criação de deus
Partes calmamente
Silhueta esbelta, ave elegante
Detens-te um momento, olhas para mim e sorris
Aceno-te ao longe e oiço uma voz que diz “está feliz”
Pergunto ao mar que correu o mundo
Se viu a ave bela voar sobre si
Pergunto à chuva e ao canto do vento
Nada me dizem segue o lamento
Sei que lá longe em paragens incertas
Por um breve instante, momento fugaz
Recordas os beijos, o que disse baixinho
Vagas memórias terno carinho
Sinto a calma plena, tratado de paz
Doces lembranças, nostalgicas sensações
Recordações entranhadas, fazes parte de mim
Estás longe, sinto-te perto, não chegou o fim
Carlos Borges
Abro as asas ao vento
Asas do desejo vôo para ti
Sinto a humidade quente do teu beijo
Guerra e paz, inquietude, desejo
Vôo contigo para longe
Atravesso desertos rios e mares
Enfrento tempestades, maldades, o mundo
Mas em ti repouso num sono profundo
Sonho com mares bravos, revoltos
O azul profundo, vertiginoso, abissal
Aventuras milenares, herois e vilões
Odisseias de encantar,odes, harpas e belas canções
Sou herói, personagem principal
Destemido guerreiro monto meu alazão
Travo batalhas luto contra mim
Sei que já cansado voltarei a ti e chegará o fim
Sou fraco, cobarde,actor secundário
Transporto comigo as penas do mundo
Temo inseguro o que virá depois
Tu és porto de abrigo e o mundo é a dois
O sonho acaba enfim acordo
O sol do fim da tarde beija os meus olhos
Vejo o castanho terno dos teus
E sei que o belo é criação de deus
Partes calmamente
Silhueta esbelta, ave elegante
Detens-te um momento, olhas para mim e sorris
Aceno-te ao longe e oiço uma voz que diz “está feliz”
Pergunto ao mar que correu o mundo
Se viu a ave bela voar sobre si
Pergunto à chuva e ao canto do vento
Nada me dizem segue o lamento
Sei que lá longe em paragens incertas
Por um breve instante, momento fugaz
Recordas os beijos, o que disse baixinho
Vagas memórias terno carinho
Sinto a calma plena, tratado de paz
Doces lembranças, nostalgicas sensações
Recordações entranhadas, fazes parte de mim
Estás longe, sinto-te perto, não chegou o fim
Carlos Borges
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