Todos os dias nos chegam mais notícias acerca da escassez de alimentos e do consequente aumento de preços de bens essenciais como o pão, o leite e a carne, entre outros. Os políticos dizem-nos que a culpa é do mau ano agrícola em algumas regiões do globo, do aumento do consumo a nível mundial ( parece que os chineses desataram a comer carne ) e ainda que existe alguma especulação.
Quer-me parecer que o maior problema reside precisamente neste último factor, embora aos políticos não lhes convenha afirmá-lo porque é demonstrativo da sua incapacidade para travar a voracidade da economia selvagem que eles próprios ajudaram a criar.
Pagámos (sim, fomos nós todos que pagámos) aos agricultores para não produzir, pagámos para destruir frotas de pesca, incentivou-se a especialização na produção agrícola em vez da diversificação. Com estas políticas de concentração permitiu-se, por um lado uma maior vulnerabilidade aos caprichos incontroláveis da natureza e por outro que se tornasse apetecível aos especuladores entrar num sector que até agora lhes passava ao lado porque não era rentável.
Apresenta-se cada vez mais como uma inevitabilidade o facto de sermos controlados por especuladores sem escrúpulos, seja no petróleo, no gás, no leite ou no pão. Alimentaram a besta e agora andam ás voltas para encontrar a forma de lidar com ela. Talvez se abra uma janela de oportunidades para que entendam de uma vez por todas os riscos de subverter as regras da hierarquia entre política e economia
sábado, 10 de maio de 2008
VELHICE

Quando era miúdo o meu pai costumava brindar-me com esta verdade Lapaliciana: “Ninguém gosta de ser velho mas todos querem lá chegar”. É um facto que todos queremos prolongar a nossa existência mas também é verdade que se torna cada vez mais difícil ser-se velho, nomeadamente em Portugal. Todos dizemos o politicamente correcto quando abordamos a questão da velhice: Que a forma como são tratados os velhos diz muito sobre as sociedades, que os mais velhos têm uma sabedoria que deve ser aproveitada, que não os devemos descartar, que podem ter um papel activo na sociedade, etc. A verdade é outra e é crua: Encaramos os velhos como um fardo!
Sempre gostei de falar com pessoas mais velhas, de ouvir histórias de vida, algumas alegres, felizes e outras bem tristes, marcadas por fatalidades e desilusões. São experiências partilhadas por aqueles que um dia sonharam que seriam algo diferente daquilo em que se tornaram.
É o sonho de sermos felizes e de ainda alcançarmos os nossos objectivos que nos mantém vivos. Pergunto-me que sonhos e objectivos poderá ainda ter o velho que me aborda no semáforo para me pedir esmola; Conseguir obter o mínimo para sobreviver mais um dia?
Sempre gostei de falar com pessoas mais velhas, de ouvir histórias de vida, algumas alegres, felizes e outras bem tristes, marcadas por fatalidades e desilusões. São experiências partilhadas por aqueles que um dia sonharam que seriam algo diferente daquilo em que se tornaram.
É o sonho de sermos felizes e de ainda alcançarmos os nossos objectivos que nos mantém vivos. Pergunto-me que sonhos e objectivos poderá ainda ter o velho que me aborda no semáforo para me pedir esmola; Conseguir obter o mínimo para sobreviver mais um dia?
É uma triste sociedade aquela em que vivemos que não é capaz de garantir uma velhice com o mínimo de dignidade aqueles que um dia, provavelmente, também tiveram uma família, um trabalho e sonhos... como nós.
ANJOS
AFINAL HAVIA OBJECTIVOS PARA 2008 NA ASAE : 2 detenções,8 processos crime,61 contra-ordenações, 6 suspensões (objectivos por inspector)
Será que aquele tipo da ASAE quando andava na escola primária era aquele da turma que era gozado e levava carolos dos outros meninos e, logo aí, jurou vingança?
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