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O assunto do momento é a crise, a crise económica, entenda-se! Ninguém fala da crise de valores, da crise da falta de ideias, da crise provocada pelo pensamento único baseado na busca da felicidade assente nos bens materiais, da crise de ideais, da crise do exercício da cidadania e de tantas outras crises que são, do meu ponto de vista, a raiz da outra, da crise económica.
Em momentos de aflição temos a tendência de disparar em todas as direcções e de encontrar culpados para os males que nos afectam. Importa, no entanto, reflectir um pouco e encontrar as causas profundas, e não visíveis, do problema.
A ganância e desonestidade de alguns agentes económicos, embora condenável, é uma peça de um puzzle que representa um retrato social. Esta gente gananciosa e desonesta contribuiu para alimentar uma máquina consumista de que todos fizemos parte.
Quisemos casas que não podíamos pagar, carros maiores que os do vizinho, plasmas do tamanho de ecrans de cinema, férias nas Caraíbas, PSP´s para os nossos filhos, telemóveis de última geração e outros sinais que nos garantiam status social e acesso ao grupo da frente, dos ricos, dos elegantes, dos charmosos. Falar de valores passou a ser embaraçoso e “meio estranho”, falar do Blackberry, isso sim, é viver neste mundo global, pós-moderno, onde se respira bem estar e prosperidade, onde a possibilidade de aparecer numa qualquer revista cor de rosa pode estar mesmo ali, ao virar da esquina. O crédito fácil e relativamente barato foi o passaporte outorgado e carimbado para este conto de fadas.
Vendo-nos ávidos de consumo, o sistema encarregou-se de nos satisfazer. Nós pedimos, eles deram. Só que o sistema colapsou e, ou muito me engano, ou vivemos momentos de mudança de paradigma social. Tão depressa as coisas não voltarão a ser como eram. É melhor que nos habituemos à ideia.
Em momentos de aflição temos a tendência de disparar em todas as direcções e de encontrar culpados para os males que nos afectam. Importa, no entanto, reflectir um pouco e encontrar as causas profundas, e não visíveis, do problema.
A ganância e desonestidade de alguns agentes económicos, embora condenável, é uma peça de um puzzle que representa um retrato social. Esta gente gananciosa e desonesta contribuiu para alimentar uma máquina consumista de que todos fizemos parte.
Quisemos casas que não podíamos pagar, carros maiores que os do vizinho, plasmas do tamanho de ecrans de cinema, férias nas Caraíbas, PSP´s para os nossos filhos, telemóveis de última geração e outros sinais que nos garantiam status social e acesso ao grupo da frente, dos ricos, dos elegantes, dos charmosos. Falar de valores passou a ser embaraçoso e “meio estranho”, falar do Blackberry, isso sim, é viver neste mundo global, pós-moderno, onde se respira bem estar e prosperidade, onde a possibilidade de aparecer numa qualquer revista cor de rosa pode estar mesmo ali, ao virar da esquina. O crédito fácil e relativamente barato foi o passaporte outorgado e carimbado para este conto de fadas.
Vendo-nos ávidos de consumo, o sistema encarregou-se de nos satisfazer. Nós pedimos, eles deram. Só que o sistema colapsou e, ou muito me engano, ou vivemos momentos de mudança de paradigma social. Tão depressa as coisas não voltarão a ser como eram. É melhor que nos habituemos à ideia.
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