Numa entrevista ao “Expresso”, Sobrinho Simões, um dos mais destacados investigadores portugueses na área das ciências médicas, afirmou que vivemos mais do que devíamos. Ao que parece o ser humano não foi “programado” para viver tanto tempo e só os avanços da medicina permitiram prolongar a nossa longevidade para além dos limites que a natureza nos impôs. No entanto, segundo o investigador, ao tentar adiar o inevitável, a ciência abre caminho a uma espécie de «morte em vida» porque, se é possível evitar completamente a dor física e até prolongar a vida, não é possível eliminar a dor psicológica de alguém que, apesar de estar vivo, perde mobilidade ou vê as suas capacidades cognitivas diminuídas de tal forma que o adiamento da morte lhe traz outra forma de sofrimento.
A inevitabilidade de um ponto final nas nossas vidas é algo que nos assusta. Evitamos pensar no assunto para não vivermos angustiados. A morte só toca na porta ao lado, nunca na nossa, e quando nos vemos ao espelho não reconhecemos que envelhecemos. Só que não há volta a dar: O tempo faz de nós o que quer e a única coisa que podemos fazer com ele é aproveitá-lo. Estamos condenados a viver a única vida que temos e por isso só nos resta desfrutar dela ao máximo. É a única parte que nos compete, o resto é com a natureza.
A inevitabilidade de um ponto final nas nossas vidas é algo que nos assusta. Evitamos pensar no assunto para não vivermos angustiados. A morte só toca na porta ao lado, nunca na nossa, e quando nos vemos ao espelho não reconhecemos que envelhecemos. Só que não há volta a dar: O tempo faz de nós o que quer e a única coisa que podemos fazer com ele é aproveitá-lo. Estamos condenados a viver a única vida que temos e por isso só nos resta desfrutar dela ao máximo. É a única parte que nos compete, o resto é com a natureza.

Sem comentários:
Enviar um comentário